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terça-feira, 15 de julho de 2014

Entrevista

O papel da tecnologia nas relações acadêmicas

Com o avanço tecnológico a sociedade acarretou grandes possibilidades de expandir suas perspectivas em relação ao mundo digital conectando a todos em uma rede globalizada. Através de suas ferramentas a população pode divulgar e construir seus conceitos e ideias que correspondem a uma linha multicultural, sintetizando a distância entre os indivíduos e suas relações. Podemos observar a utilização dessas tecnologias e como elas interagem no meio universitário contribuindo para o processo acadêmico.

No vídeo levantaremos a seguinte questão


Você costuma utilizar as redes sociais para auxiliar nos afazeres acadêmicos? E quais os benefícios gerados por tal uso?



A importância da tecnologia no aprendizado infantil

Especialista dá dicas sobre a utilização do computador em salas de aula


São Paulo - SP (DINO) 17/04/2013 
“O uso da tecnologia no aprendizado infantil permite desenvolver diferentes e ricas estratégias, permitindo aos alunos que aprendam de maneira lúdica, dinâmica e prazerosa, respeitando seus limites e individualidades”. 
Cada vez mais crianças e adolescentes incorporam o uso dos aparelhos eletrônicos em sua rotina. A facilidade do manuseio e o gosto por essas ferramentas, chamadas por algumas pessoas de vício, se fizeram tão importantes e úteis para a nossa comunicação que há tempos pesquisadores vêm estudando maneiras de inserir o computador, de forma eficiente, no ensino dentro das salas de aula.

Um dos pioneiros neste tipo de pesquisa é o Profº Sugata Mitra, que desde os anos 90 vem apresentando resultados de sua pesquisa realizada na Índia sobre o uso de tecnologias no aprendizado infantil. Um dos dados mais chamativos de sua pesquisa é que o uso da tecnologia nos grandes centros urbanos melhora, em média, de 3% a 5% a qualidade do aprendizado do aluno, enquanto nas zonas rurais ou em favelas esta melhoria chega a ultrapassar os 30%.

De acordo com Thalita Tomé, psicopedagoga e máster franqueada da Ensina Mais, as tecnologias devem servir como estímulo à criação, ao desenvolvimento do raciocínio lógico matemático e, sobretudo, dialogar e interagir com as crianças. “O uso da tecnologia no aprendizado infantil permite desenvolver diferentes e ricas estratégias, permitindo aos alunos que aprendam de maneira lúdica, dinâmica e prazerosa, respeitando seus limites e individualidades”.

Muitas escolas ainda são resistentes à ideia de incorporar a tecnologia no ensino de matérias tradicionais temendo a dispersão dos alunos. Mas há programas sérios e eficazes para o ensino, com softwares programados para rodar vídeos, contos de histórias, games e exercícios interativos de conteúdos de Geografia, Português e Matemática.

Ainda segundo Thalita, a melhor forma de utilizar essa digitalização na sala de aula é recriar estratégias de aprendizagem baseadas na interação conteúdo/tecnologia/conhecimento. Interatividade, 3D, redes sociais, aplicativos, uso de tablets e celulares, são recursos ainda pouco usados na escola regular.

“O conteúdo da escola regular pode ser ensinado de inúmeras maneiras. Por exemplo, ao abordar um conteúdo de geografia, utilize como ferramenta o “Google Mapas”, ou ao contar uma estória para crianças em processo de alfabetização faça uma lista de palavras “online” e pesquise seus usos e significados. São estratégias simples que motivam, atraem e enriquecem o aprendizado evitando a temida falta de controle e atenção da sala”.

A ideia do ensino digitalizado não é substituir o professor pela máquina, mas sim adaptar aos poucos o processo do ensino do livro para a tela. Ambos podem conviver em harmonia e o uso de um não anula a importância do outro.

A diferença entre eles é que os recursos tecnológicos quando bem utilizados conseguem integrar as pessoas de maneira universal agregando mais informação e conteúdo do que uma aula acompanhada somente pelas páginas de um caderno, uma vez que a linguagem visual é amplamente compreendida.

O uso das tecnologias na educação é inexorável nesta nova era em que vivemos. Computadores, tabletes e celulares, já se disseminaram entre a maior parte dos estudantes no mundo. “É preciso aliar a tecnologia aos conteúdos trabalhados em sala e fora dela, gerando interesse e novas oportunidades de aprendizagem”, finaliza a psicopedagoga.

Para mais informações acesse: www.ensinamais.com.br

A revolução da informática e seu impacto cultural e político

A tecnologia da informação, pelas suas amplas possibilidades de utilização, pode, também, ter seu lado sombrio, construindo novas formas de controle da sociedade por Estados autoritários; em contrapartida, os mais otimistas podem visualizar sociedades mais democráticas no futuro

Sem dúvida alguma a informática proporcionou a partir da segunda metade do século passado, uma das transformações mais abrangentes que a tecnologia poderia engendrar, pois não se limitou a um campo estrito da indústria, do comércio e das comunicações. A tecnologia da informação pode ser pensada como revolução semelhante ao livro, que se tornou possível a partir da invenção da imprensa por Gutenberg no século 21. Até então, como afirmou o historiador francês Lê Pen, um livro levava cerca de dois anos para ser transcrito, o que o tornava objeto extremamente raro e inacessível na sociedade da época. O conhecimento, portanto, ficava restrito aos clérigos e para pequena elite que podia comprar livros.
Com os livros passando a serem impressos em lotes de 200 ou mais exemplares e com custos significativamente menores do que as obras transcritas manualmente ao longo de anos, o acesso à cultura e à informação se tornou muito mais democrático, possibilitando aos estudantes e mesmo às poucas pessoas alfabetizadas na época a aquisição de livros que abririam as portas para novo mundo.

Outro aspecto importante, é que os livros, não dependendo apenas da lenta transcrição que ocorria nos mosteiros, estabeleciam, também, maior liberdade de expressão para as mais diversas tendências. Assim, o mundo presenciou grande revolução na informação e na comunicação, que, guardadas as devidas proporções, foi de fato tão significativa como o surgimento da Internet.

As transformações sociais, políticas e econômicas com a democratização do livro foram extremamente relevantes na época. As universidades puderam, a partir daí, ter acesso a bibliotecas mais amplas e diversificadas. As bíblias impressas e mais acessíveis, de certa forma, também criariam as condições para as dissidências no âmbito do Cristianismo com o surgimento da pluralidade de interpretações das Escrituras. As pesquisas científicas, os textos filosóficos e a literatura narrativa, em pouco tempo ganhavam o mundo abrindo as portas da cultura e do conhecimento a classe social emergente, a burguesia, que seria protagonista de nova revolução social e política no século 18. Dessa forma, não é exagero afirmar que a revolução da informática, guardadas as devidas proporções, pode ser comparada à invenção da imprensa há quase cinco séculos.

Por sua vez, a informática no seu início, ficou limitada às operações administrativas das grandes empresas e posteriormente de governos, mas suas possibilidades e campos de aplicações foram se tornando infinitos, principalmente por ser capaz de processar milhões de dados ao mesmo tempo, tornando as pesquisas mais rápidas e precisas. Temos aí o exemplo recente das pesquisas do genoma humano, cujos dados se tornaram acessíveis a todo mundo científico, numa estratégia bem-sucedida, diga-se de passagem, ao se criar agentes multiplicadores no processamento de bilhões de informações que seriam inviáveis para único centro de processamento de dados.

Se as suas vantagens foram múltiplas e expressivas para o desenvolvimento humano, não podemos esquecer que o rápido progresso proporcionado pela informática, em descompasso com o de inclusão de grande parte da população do terceiro mundo, gerou rapidamente novo tipo de analfabeto: o digital, cujo acesso ao mercado de trabalho e a informação se tornou ainda mais restrito, pois os avanços da tecnologia com o emprego de processos informatizados eliminam aqueles que são incapazes de operar máquinas e equipamentos sofisticados. Ainda, no campo social, apesar dos avanços operados no que se referem à Medicina, envolvendo o controle de doenças, tecnologias cirúrgicas, exames laboratoriais, parece ter tornado ainda mais distante a possibilidade de inserção dos mais pobres e na nova sociedade.

A tecnologia da informação, pelas suas amplas possibilidades de utilização, pode, também, ter seu lado sombrio, construindo novas formas de controle da sociedade por Estados autoritários. E seria realmente assustador imaginar o nazismo ou outros tipos de totalitarismos controlando essas formas sofisticadas de controle social. Em contrapartida, os mais otimistas podem visualizar sociedades mais democráticas no futuro, com sistemas políticos utilizando a participação direta da população por meio da Internet, reduzindo a intermediação nas votações de projetos de interesse geral. De qualquer forma, as redes sociais tenderão a ampliar seu papel nas diversas formas de intervenção política na sociedade, inibindo a corrupção e despotismos de Estado, como já tivemos oportunidade de testemunhar nos últimos acontecimentos no Oriente Médio.

Renato Ladeia é professor do curso de Administração do Centro Universitário da FEI (Fundação Educacional Inaciana)